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Kalil diz que ‘obedece com raiva o que a ciência manda’ e promete mesmo empenho na economia

Por Redação, 24/05/2020 às 18:52
atualizado em: 25/05/2020 às 09:09

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Foto: Amira Hissa/PBH
Amira Hissa/PBH

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que pode voltar atrás na flexibilização do isolamento social caso haja um descontrole na cidade, que terá parte do comércio reaberta a partir desta segunda-feira (25). Em entrevista ao programa Domingo Especial, da Itatiaia, o prefeito também afirmou que “obedece com raiva o que a ciência manda” e garantiu que, após a pandemia de covid-19, o município se esforçará da mesma forma para cuidar da economia.

Ouça a entrevista completa com Alexandre Kalil

Flexibilização

“Se a pandemia caminhar por um momento de eles (infectologistas da prefeitura) acharem de que há um descontrole, não vamos ter o menor constrangimento de voltar atrás. Sem um norte, em um momento desse a situação de Belo Horizonte estaria muito pior, apesar de eu não me acostumar com o fato de que na minha cidade tem 42 mortos. Quando abrir [o comércio], não é ir para a rua. Vamos ficar em casa. ‘O meu carro está estragado’. Vai à loja de autopeças, corre e volta para casa.”

“Se segunda e terça-feira mantiver no nível que a gente espera, não tenha dúvida de que quarta, quinta e sexta, quando vai ser anunciado [o futuro da flexibilização], não vai mudar (prosseguirá com a reabertura gradual do comércio). O problema é o leito desocupado. A testagem vai ser feita em massa. A população tem que entender que quando ela entra em um CTI vazio, ela tem um atendimento de qualidade. Quando ela entra em um CTI lotado, não é uma pandemia, é um pandemônio, e aí você não tem o cuidado que o intensivismo da medicina exige.”

Shoppins comuns fechados

“Tem dono de shopping em Santa Catarina, amigo meu, que reabriu por conta do governo e o que o movimento foi tão pequeno que ele decidiu fechar. O BH Shopping emprega quatro mil pessoas. A abertura do BH Shopping implica em um negócio grande de transporte público. Estamos tratando disso (da reabertura de shoppings comuns). É um assunto muito tranquilo para se resolver se essa primeira onda [de reabertura gradual do comércio] for positiva.”

Economia

“O Departamento de Economia da UFMG soltou um estudo, e isso foi muito pouco divulgado, de que toda a cidade que se defendeu bem da pandemia retornou muito mais rapidamente à economia normal. Não é medicina, é o Departamento de Economia da UFMG. Vamos desrespeitar a ciência médica, os economistas, os matemáticos e vamos fazer o que eu acho?”

Cofres da prefeitura

“Pelo controle, a prefeitura não tem e neste ano não terá o menor problema de caixa para enfrentar a dificuldade, apesar da queda de arrecadação, apesar de sabermos que vamos ter que ajudar esse povo. A segunda onda é a economia, e não vamos abrir mão disso porque sabemos que vai ter um desemprego maciço. Está controlado [o novo coronavírus]? Sai a medicina e entra a economia. Quem trata de economia na prefeitura de Belo Horizonte são os economistas. Eles vão dirigir a segunda onda de Belo Horizonte.”

Dinheiro de cirurgias

“Estamos com dinheiro para combater a pandemia. Estou fazendo uma inconfidência: era o dinheiro para a gente acabar (zerar a fila) com as cirurgias eletivas de Belo Horizonte. Íamos usar justamente na saúde, quando veio a tragédia da chuva e a pandemia. É uma pena, o planejamento foi todo embora.”

Ciência x achismo

“Sabemos que a pandemia está estrangulando todo mundo e temos a sensibilidade de que é difícil para todo mundo. Eu não sou um insensível, não sou burro e não estou indo na minha vontade. Na discussão com o secretariado, quando alguns ponderaram alguma coisa contra a ciência, eu intervi. Senão nós vamos para o achismo, e o achismo virou uma bagunça incontrolável.”

“O prefeito é sempre uma voz que obedece com raiva o que a ciência manda, mas eu tenho a consciência de que estamos no caminho certo. A parte da economia a prefeitura vai cuidar com o mesmo empenho com que estamos tentando cuidar da população de Belo Horizonte.”

Cloroquina

“Saiu um estudo antes de ontem sobre a cloroquina com 96 mil amostragens. E ela não adianta. Você acha que eu torci para ela não adiantar? Se ela adiantasse, estávamos feitos. Ela pode ser usada? Pode. Como? Se o médico estiver na beira do leito e falar ‘dá cloroquina, senão ele vai morrer’, é o médico que determina, eu não sou contra, não. Agora, não pode ser o protocolo para tomar em casa. Não vamos tomar em casa, senão vamos morrer do coração.”

“Aflito”

Ninguém está mais aflito do que eu para acabar com isso. Eu estou desde janeiro de tempestade a pandemia. Tem um ano que não tem governo. Quem você acha que mais sofre com isso, que está mais arrasado? É o prefeito, pô. Me tomaram um ano de governo.”

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