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Organização de Tóquio-2020 não trabalha com novo adiamento: 'Não temos plano B'

Por Agência Estado , 14/04/2020 às 12:06
atualizado em: 14/04/2020 às 12:49

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A pandemia do novo coronavírus já provocou mudanças drásticas em inúmeros eventos esportivos por todo o mundo. Com o maior deles, a Olimpíada de Tóquio-2020, não foi diferente e, há três semanas, o Comitê Olímpico Internacional (COI) e o governo do Japão tiveram de adiar os Jogos para 2021. Nesta terça-feira, o Comitê Organizador reforçou que não pensa em um novo adiamento por conta da doença e diz que as novas datas serão cumpridas: 23 de julho a 8 de agosto para os Jogos Olímpicos e 24 de agosto a 5 de setembro, para a Paralimpíada.

"Nós estamos trabalhando em direção a esse novo objetivo. Nós não temos um plano B. Tudo que posso dizer hoje é que a nova data dos Jogos, tanto para as Olimpíadas quanto para as Paralimpíadas, acabou de ser definida. Sobre isso, Tóquio-2020 e todas as partes interessadas estão agora fazendo o maior esforço para a entrega dos Jogos no próximo ano", afirmou o porta-voz Masa Takaya em conversa com jornalistas por teleconferência.

Nesse domingo (12), o jornal alemão Die Welt questionou o presidente do COI, o alemão Thomas Bach, sobre a possibilidade de um novo adiamento de Tóquio-2020. Apesar de não ter respondido a questão diretamente, o dirigente admitiu que tanto a organização japonesa quanto o primeiro ministro do país, Shinzo Abe, indicaram que "não poderiam gerir um novo adiamento para além do próximo verão (no hemisfério norte)".

Outra preocupação da organização de Tóquio-2020 é com relação ao impacto financeiro causado pelo adiamento dos Jogos Olímpicos para 2021. Porém, até o momento, nenhum membro do Comitê Organizador ou mesmo do COI estipulou o prejuízo causado pela decisão. "Isso é impossível de dizer por enquanto. Não é muito fácil estimar o valor exato dos custos adicionais das Olimpíadas causados pelo adiamento", disse Masa.

Os Jogos Olímpicos reúnem cerca de 11 mil atletas olímpicos e 4,4 mil paralímpicos, além das comissões técnicas e dirigentes de mais de 200 países. Há ainda para o Comitê Organizador questões a resolver, como as viagens canceladas, as mudanças de reservas em hotéis, como encher estádios e ginásios de torcedores, entre outras coisas.

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