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Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'Um tal de Spotify'

Por Mary Arantes, 30/04/2020 às 20:41
atualizado em: 30/04/2020 às 20:45

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Foto: Pixabay
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Sou do tempo dos programas de TV, em que a Jovem Guarda era o máximo, Chacrinha agitava as tardes de sábado, e o júri do Flávio Cavalcanti elegia os melhores cantores no show dos calouros. 

Sou do tempo em que gravar fita K7 com músicas preferidas valia até como presente de aniversário. 

Depois veio o CD e por um tempo ainda gravamos seleção de músicas do HIT Parade, era assim que se chama as músicas “da hora”.

Claro que amávamos os Beatles e os Rolling Stones.

Assisti aos prantos o filme Woodstock, Joan Baez era um must, Ravi Shankar, indiano que espiritualizou o rock, era da gota serena, e nos levava ao delírio.

Sabíamos de cor as músicas que mais amávamos em um LP, se eram do lado A ou B, conhecíamos até a sequência das músicas a serem tocadas.

Isso tudo caiu por terra com o streaming. Depois vieram os DJs que pra bagunçar nosso coreto, mixaram o lado A com o B e com outros CDs, confundindo nossa cachola para sempre.

Só sei que, depois que as músicas todas foram parar nas nuvens, o mundo sonoro nunca mais foi o mesmo.

Você pode inclusive vender seus CDs numa garage sale e arrecadar uns míseros trocados.

Os LPs ainda têm lá os aficionados que os colecionam, mas são poucos os que ainda colocam um LP pra tocar na vitrola, com um “Whisky a Go Go” (música do Roupa Nova).

E eis que há tempos escuto falar num tal de Spotify. Meus filhos entravam no carro e em vez de ligarem o rádio, colocavam o celular ligado num botão sei lá qual, e as músicas preferidas deles, como num passe de mágica, tocavam no rádio do carro.
 
Uma das coisas que fiz questão de aprender a lidar nesta quarentena, foi com esse tal do Spotify.

É moleza demais minha irmã, se você é velhinha como eu, se avexe não, pede um universitário que esteja de quarentena com você, ou, no meu caso, um marido prafrentex e pronto, garanto que você aprenderá em menos de 10 minutos.

Mas não se assuste com umas coisas que irão acontecer.

Por exemplo, escolhi pra tocar Cássia Eller, depois Nando Reis, Tiago Iorc, Elis, e do nada o Spotify me sugere músicas que ele sacou que eu iria gostar.

Parece coisa do além. Imagino que lá dentro do Spotify tem um radialista ou um DJ muito do antenado, que fica fazendo trilhas pra cada pessoa que cadastra neste lugar.

E como se não bastasse, você pode compartilhar a música que está escutando, pelas mídias sociais.

Leca, minha nora, tem uma seleção que sempre escuta, da qual gosto muito.

Perguntei se ela poderia me enviar o link desta trilha.

“Trilha? Como assim”? Ah, é playlist que fala sogra”?! Não importa a gozação, daqui há pouco entenderei T.U.D.O desse aplicativo, enquanto ela provavelmente, estará usando o tal do Tik Tok.

Simples assim!!!!

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